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07/29/21Esports

CÂMERA ESPIÃ #15 - RYOTZZ, DA NOORG 2.0

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“Andar pelo correto” e “saber valorizar o processo”. Os mantras de alguém que já passou por muita coisa no FPS e usa como guia para sua carreira. Pelo menos é assim que Leon “ryotzz” Felipe, capitão da NOORG 2.0, prefere trabalhar. Aos 27 anos, ele confia no tempo de trabalho para chegar longe no VALORANT.

“Desde que saiu o jogo eu me interessei, comecei a jogar bem casualmente, ainda era profissional no CS. Na metade de 2020 comecei a ver uma esperança no VALORANT, uma oportunidade de levar meu conhecimento para o jogo. Jogava com o luk, inclusive. Duas ou três partidas por dia. No fim do ano resolvi migrar de vez, e aí tudo aconteceu muito rápido", comenta.

Realmente tudo aconteceu muito rápido para ryotzz: em poucos meses ele saiu de um jogador casual para capitão da paiN Gaming, uma das organizações mais tradicionais do país. A mudança para capitão foi providencial para o perfil agregador como o dele.

"A minha história como IGL já veio do CS, 2020 inteiro praticamente. Isso foi me dando muita visão de jogo, como lidar com pessoas diferentes, ser um líder, entender as frustrações de um, as fraquezas de outro. Na paiN, era muito complicado para ele criar espaço e dar calls ao mesmo tempo, foi aí que o time me deu um voto de confiança. Nesse time acabou sendo natural, é uma coisa que eu gosto de fazer, está fluindo bem. Não dá para negar que impacta o individual, mas não é desculpa. Gosto muito de conversar com todos, ouvir todo mundo. A visão do time agrega muito, ser IGL desse time fica muito leve e fluido", completou.

Resultados que não chegavam nos tempos de paiN Gaming

A manutenção da paiN Gaming, finalista do First Strike, foi uma das histórias que não deram certo no primeiro semestre. A equipe por pouco não ficou fora dos eventos principais, classificando sempre na Fase 3 e não indo longe no Masters Regional e na Final Brasileira. Ele falou sobre o bom ambiente, apesar dos resultados.

"O time começou muito bem, as coisas se encaixaram muito rápido, os treinos funcionavam. Era um processo bom. Existia muita pressão por resultado, pelo core dos três (matheuzin, kon4n e murizzz), por serem finalistas de First Strike, e o nome da organização muito grande. Talvez tenha atrapalhado no fator psicológico. Eu também era um jogador muito cru, o jogo tem suas peculiaridades", admite.

Com a equipe sendo dispensada, murizzz foi para a Vivo Keyd, enquanto kon4n, ryotzz e matheuszin permaneceram juntos. Para ele, a line ter melhores resultados agora é reflexo da paciência que o trio teve e tempo de “rodagem” para a equipe.

"Acho que tem a ver com continuidade de trabalho. O PEPA tinha tomado a decisão de sair, mas eu gostaria de ter permanecido com nós quatro. Tínhamos algo bom rolando ali, os treinos eram bons, a mentalidade. Essa continuidade do trabalho com a entrada de tuyz e luk, a rápida adaptação deles, meu amadurecimento para ser IGL, a teamplay melhor, tudo contribui. Só melhoramos o que já fazíamos de bom. Ainda erramos, mas todo treino é um aprendizado. O dia a dia é satisfatório de ver nossa evolução e trabalho", garante.

Os reforços para a Etapa 3

Sem PEPA e murizzz, a equipe foi atrás de reforços para continuar correndo atrás do sonho. Foi aí que Arthur "tuyz", ex-Imperial, e Lucas “lukzera” entraram na mira. Para ryotzz, o amigo de longa data traz novas ideias extremamente necessárias.

"Ele (lukzera) é meu brother de muito tempo, jogo com ele desde 2017. Apesar de muito novo, já tem uma experiência absurda. Já foi campeão de muita coisa, jogou presencial. Traz muita calma para o time. Sempre discordamos muito no jogo, acho isso muito saudável, não quero todos concordando comigo só por ser o capitão, preciso que discordem. Além de ser meu irmão, é impossível falar mal dele como profissional, é exemplar", frisou.

A escalação ficou completa com tuyz, Duelista que ficou sem organização após o fim da Imperial e se juntou ao elenco. Apesar da pouca idade, o capitão da NO2 rasgou elogios para a maturidade do main Jett.

Tuyz é muito skillado, tem uma cabeça muito boa. Tem muitos jogadores mecanicamente muito bons, mas a cabeça dele me surpreendeu. Ele escuta muito os feedbacks, quer aprender, quer evoluir, muita maturidade para ser profissional. Quem falou dele foi o kon4n. Logo na primeira semana vimos o potencial enorme, só precisava moldar um pouco. Estamos todos procurando nossa melhor versão. Ele sabe o que tem que fazer na partida", resume.

A franca evolução da NOORG 2.0

A escalação que tanto penou para chegar ao VCT nas duas primeiras etapas, agora era diferente. Após jogar a Fase 1 e até eliminar a Havan Liberty, a equipe venceu mais uma Qualificatória Aberta e foi para a Fase 2. Na estreia, uma vitória contra a FURIA: um convincente 13x5 na Split.

"Split sempre foi um mapa de muita confiança nossa, continua sendo. Já havíamos treinado contra eles. Eles trouxeram novidades, mas conseguimos nos adaptar rápido. É um mapa de conforto nosso. É claro que o cenário não está por dentro do dia a dia e se surpreende, mas sabíamos do nosso potencial".

A sequência, porém, foi mais dura. A equipe acabou perdendo para Stars Horizon na Final Upper e eliminada para a Team Vikings na sequência. Para o capitão, encontrar a VKS não foi “azar”, mas sim um grupo extremamente difícil.

"Ninguém quer pegar o melhor time do Brasil em uma decisão, mas não acho que tenha sido azar. Se fosse o contrário e pegássemos uma Stars, seria um jogo tão difícil quanto. São dois times muito cascudos. Era um grupo muito forte ali, não tinha como escapar", relembra.

O adversário da estreia da Fase 3 é a Vivo Keyd, do ex-parceiro murizzz. A equipe vive momento semelhante ao da antiga paiN e só chegou ao VCT na última chance. Mesmo assim, ryotzz prefere ter cautela e destacar o estilo dos adversários.

"É um time individualmente muito forte. Eles gostam de jogar rápido, são muito explosivos. É um confronto bem difícil porque temos um pouco de dificuldade de lidar com esse estilo, mas tem sido um aprendizado muito grande. Talvez por eles não terem participado de todas as Fases, temos essa vantagem de aprendizado. Mas eles vem muito hypados. Conhecemos o time deles e eles conhecem o nosso, vai ser um jogo muito pegado, mas estamos bem confiantes", afirma.

Assista ao ryotzz no VALORANT Challengers Brazil

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