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07/30/21Esports

Formação – Histórias: Dani

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Para o Dani, chegar ao 4° lugar na Tabela de Classificação norte-americana do VALORANT é apenas a cereja do bolo depois de se dedicar bastante treinando para se tornar um jogador profissional.

Sua jornada rumo a essa meta começou depois de ele criar uma rivalidade amigável com Tyler "Ninja" Blevins e antes de receber um convite para se juntar à uma equipe profissional criada pelo famoso streamer.

O Dani, atualmente com 21 anos, joga principalmente de Sova e estuda engenharia de software em uma universidade na capital do Canadá. Desde os nove anos de idade, o Dani já era mestre na arte dos FPS como Combat Arms, Alliance of Valiant Arms e, claro, CS:GO.

"Eu curtia muito Esports quando era pequeno", comentou ele. "Minha equipe favorita era a Cloud9, com o elenco que tinha o Sean Gares e mais alguns outros."

De acordo com ele, a maior dificuldade que enfrentou em sua tentativa rumo à carreira profissional foi a falta de um PC dos bons. Após voltar para a faculdade (depois de trancá-la por dois anos) e conseguir um estágio, o Dani finalmente comprou uma máquina que conseguiria aguentar as exigências do cenário competitivo profissional.

Coincidentemente, isso ocorreu na época de estreia do Beta Fechado do VALORANT que, na visão do Dani, deixou o gênero FPS ainda mais interessante devido à introdução de elementos além dos tradicionais clarões e fumaças.

"Gosto bastante das habilidades do jogo, já que elas criam metas e fazem você ter que se adaptar às novidades. E quanto ao pessoal que não quer trocar de personagem ou de estilo de jogo por conta do meta... bom, eles acabam sendo forçados a se adaptar para melhorar, e é exatamente disso que eu gosto no VALORANT", explica ele.

Em um dia normal em meados do ano passado, após passar um tempo com uma equipe amadora do VALORANT, o Dani se viu enfrentando Ninja e Austin "Morgausse" Etue em uma partida em plena madrugada. Tanto o Ninja quanto o Dani falaram muita besteira um para o outro no chat naquela partida. Porém, no dia seguinte, caíram na mesma equipe.

Depois de se tornarem amigos, o Ninja convidou o Dani para se juntar à recém-formada "Time In." E foram as longas horas de treinamento, bem como a mentoria dada por equipes maiores, que ajudaram o Dani a dominar os elementos fundamentais do VALORANT.

"Eu sabia desde o começo que eles não estavam pra brincadeira e não eram só uma 'equipe de streamers'. Naquela época, ninguém via o quanto eles se esforçavam fora das transmissões ao vivo", afirmou ele. "Depois que as transmissões acabavam, eles entravam em um servidor e passavam horas treinando, principalmente o Ninja. E isso era uma coisa que ninguém via."

Depois de sair da Time In, o Dani ajudou a criar a "Sum 2 Prove" ao lado de Alex "Sofa" Kolich e mais um grupo seleto de aspirantes a jogadores profissionais do VALORANT.

"A galera que participava da Sum 2 Prove se dedicava muito, talvez até mais do que o pessoal da Time In", disse ele. "Essa foi a equipe mais esforçada que eu já vi ou de que participei até hoje."

Agora, o Dani joga ranqueadas e procura uma oportunidade de ingressar em uma equipe tier 2 do cenário competitivo.

"No cenário profissional, você meio que tem que dar sorte, porque existem muitos jogadores bons por aí", explica ele. "Você só precisa conseguir uma oportunidade."

Você pode acompanhar mais novidades do Dani em seu perfil no Twitter e em seu canal na Twitch.

PERGUNTAS E RESPOSTAS COM O DANI

Se você pudesse criar um Agente, que habilidade teria?

Alguma coisa parecida com o kit da Soraka do League of Legends. Ela faz uma cura geral na equipe independentemente da posição de cada jogador no mapa.

De que você mais gosta em relação ao meta atual?

O meta está passando por uma fase de transição atualmente e faz um tempinho que eu não estou totalmente inteirado nas mudanças, mas parece que o estilo mais lento da Viper está em alta. Eu curto bastante o meta nesse estilo, mesmo que essa lentidão não seja a preferência de algumas pessoas. Na minha opinião, o cenário fica mais estratégico, faz você pensar mais. Você tem que forçar os inimigos a gastar utilitários e tem que garantir que a equipe adversária não vai conseguir avançar e tomar a área de graça.

E o que você mais odeia?

Odeio o meta pós-plantio que anda rolando atualmente. Todo mundo vive usando os mollys da Viper e as flechas do Sova, o que acaba deixando a situação bem impossível de vez em quando.

O que você diria para os jogadores que querem se tornar profissionais?

Seja legal nas ranqueadas. Você precisa fazer um bom networking. Com o tempo, você percebe que muita coisa se resume a networking nos Esports. Sei que existe bastante gente negativa nas ranqueadas que acaba fazendo inimizades com outras pessoas por coisas bobas que acontecem nessas partidas. Então, resumindo: seja legal e adote uma postura bem "de boa".

O que você faz quando não está jogando VALORANT?

Curto a companhia dos meus amigos ou faço programação; estou participando de um curso de férias no momento. Nunca trabalhei com jogos antes, só fiz desenvolvimento de softwares mais voltados para objetos, como a área de automação e coisas do tipo. Seria bem legal poder entrar no mundo de desenvolvimento de jogos mais pra frente.

O que você gostaria de ver no VALORANT ainda em 2021?

Vocês estão dando um show ultimamente! Sempre ouvem o feedback da comunidade e fazem atualizações frequentes. Nesses últimos seis meses, vocês fizeram mais atualizações do que [confidencial] fez nos últimos cinco ou seis anos. Ah, mas será que dá pra tirar a Jett do jogo? E a Judge também.

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